quinta-feira, 24 de março de 2011

Meu porto seguro


E por onde for quero ter você comigo, e por onde for quero ter você como abrigo.
Pra me aquecer ou pra proteger, sentindo seu calor junto ao meu!!!
E em teus braços eu poder me encolher até sumir no ar!!!
E flutuar sem medo de cair!

Mayara Rosa

terça-feira, 22 de março de 2011

Zombeteando amor


                                            A garganta que antes solfejava palavras sutis
Ao meio de cantigas matinais de uma túrgida alegria,
Hoje se rasga se esmaga, ao tentar soletra palavras para ninar a
Criança resmungona em você.

                                                                          - Wellinton Prates

segunda-feira, 21 de março de 2011

Coisa livre

Esse frêmito fortuito
que percorre o corpo nu
na sua intimidade de corpo só,
isso, em uma palavra é
Liberdade! diga-se logo,
é uma matilha enjaulada
na fronteira milimétrica
do epitélio.
Liberdade, ainda que se queira
mais uma vez desdizer
é dizer o inaudito
Porque tudo já se morreu no passado.
Liberdade é possibilidade
de que o espírito invada a matéria e
preencha-a com seu ânima.
Liberdade é sempre uma palavra
que se diz no presente,
porque ou se é
ou não se é
essa coisa livre.

J. P. G. Monroset

O que dizer sobre o amor?

Ah, o amor! É mesmo sobrenatural.
Há quem diga que ele machuca, aperta o coração.
E mesmo assim, não há quem viva sem ele.
É meio que indagável,
E ao mesmo tempo estimulador.
Propulsor de anseios,
Trazendo em suas vertentes
As veredas do que significa amar.
E amando, nos tornamos mais puros,
Majestosos e impetuosos seres apaixonados,
Capazes de cometer qualquer loucura.
Mas uma loucura boa, que só faça o bem,
Bem ao coração!!!
E o que dizer sobre o amor?
Apenas sinta, pois não há palavras que respondam!


                                                     Mayara Rosa

sábado, 19 de março de 2011

Fragilidades



"Perdido sentei-me no elevador externo da insanidade.
Observei ao longe vozes tremulas e relutantes.
E percebi que me via perdido,
 Em busca de minhas reticências
 Perdidas ao lado do irreal."

                                                    - Wellinton Prates

sexta-feira, 18 de março de 2011

A via sacra

Hoje, um anjo de manobras esparsas
Visitou-me a fronte
Úmida deste mundo.
Encontrou-me à beira de um quinhão de verdade
Rasgando o mundo à maneira de Dalí.
Sob um sol matutino dizia-me
Veja, a vida sortileja ao seu redor!
Eu, muda, não compreendia

o que me entrava pelos olhos
e ouvidos adentro,
mas desconfiava que era vida.

J. P. G. Monroset

Surpreso


Fujo da obrigação
Abstenho-me da dependência
Tento entender o destino
Frustro-me ao questionar sua existência

Flutuo na brisa
Busco refúgio no descaso
Esqueço o tempo
Jogo-me ao acaso

O que é o acaso?

Ler, ver, ater
Amar, brincar, rezar
Sentir, ir e vir
Surpreendo-me, sei rimar.



Paulo Rogerio Torezani
'Librans omnes'

Já não me importa, te amo

Amor loucura de minha nova insanidade por você

Sentir, tocar, cheirar, beijar,
Ele e ela, ela e ele, já não me importo.
Sair, brincar, amar, se entregar
A alguma coisa desconhecida
Que desconhecemos até agora, ou
Pensamos que não conhecemos.

Se intrigar com o desconhecido
É sentir comichões nos pés, é sair
Com o vento por um dia sem fim.
É tocar o invisível e gostar do que ver,
Ou brincar com alguns patos e amar
Talvez ele e ela ou ela e ele
Já não me importa.

Wellinton Prates

"Muito feliz com esta oportunidade de esta poddendo mostrar ao mundo minhas idéias.
Agradeço aos meus amigos Juh, Paulo e May por fazer parte dessa história que está só começando"!
"... Já vos adianto
O passado não existe,
O futuro também não,
Vivemos do que fomos,
Morreremos do que vamos ser.
Qual a tua ascendência?
Qual é a tua descendência?
O que te importa? O que me importa.
Importo-me com o ar nos meus pulmões,
Com algo pra escrever.
De que adianta?
Adianta muito quando se quer ir à diante.
Mais ainda quando adianta ir mais à diante."


Um abraço inefável, inarrável, indizível, indescritível e, por que não, redundante a Jú, Tom e May.
Idem a todos os leitores. Bem vindos!

Paulo Rogerio Torezani
'Librans omnes'

terça-feira, 15 de março de 2011

O marinheiro

Trazia as vestes, o marujo,
Salpicadas de sal da maresia
De errar e navegar por aí
Com sua nau capitânia
Sem rumo, ao norte d’algum

oceano imaginário.

J. P. G. Monroset

segunda-feira, 7 de março de 2011

A águia

Vi certa vez uma águia linda que afrontava uma tempestade em um fim de tarde, plainava forte e era a cena mais bela que já vi. Aquele animal tão indefeso encarava as núvens belicosas como se fossem feitas de sonhos antigos e os raios que despendiam, como se fossem feitos da energia mais pura das bobinas de Tesla. Sei que vocês a vêem através dos meus olhos.


J. P. G. Monroset

domingo, 6 de março de 2011

SEM ITINERÁRIO

Canto nobre,
nas asas da liberdade,
Bateu continência a este mundo
E voou em retirada.

J. P. G. Monroset

sexta-feira, 4 de março de 2011

Pequeno pianista

Aquele coqueiro cintila tão gentilmente à luz de um sol matinal,
E toca uma melodia tão suave com seus compridos dedos verdes.
Pianista exímio, quero que saibas que lhe entendo a devoção de sua vida a uma melodia que não posso ouvir.


J. P. G. Monroset

quinta-feira, 3 de março de 2011

Sapiens sapiens

Há dias que o macaco volve à jaula e
Hospeda-se sem ser requestado
Olha-me os dedos e sorri displicente
seu lampejo de alma incauta.
Encara-me um olhar momista a entreter-me
com meia dúzia de piruetas circenses.
Eu, volto-me só
e espero que esse céu de veludo negro noturno
absorva-me as incongruências.



J. P. G. Monroset

quarta-feira, 2 de março de 2011

Solares

Repare nesse sol incidental
estertoroso, apical
episcopal.
Antes, repare na intenção destes raios,
na sua vontade incongruente
de alumiar a realidade.
Como se a realidade não estivesse ela própria
dormida de si.
Esse homem que desce a ladeira
é tão homem,
tão sol,
tão coisa por fazer.
O homem me viu escrutinando a realidade
Acercando-me do limite infinito
desse inconteste devir.